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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Peça Teatral sobre preconceito racial


Devido ao grande sucesso no blog da ultima postagem referente a uma peça teatral sobre drogas, resolvi posta esta outra peça, desta vez voltada para o racismo e a questão das cotas no sistema do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Boa leitura e espero que gostem.

Nesta peça a 12 personagens, caso prefira o leitor poderá por figurantes em algumas cenas

Lembrando também que o arquivo não foi revisado gramaticalmente, pois é apenas o rascunho de um script para apresentação colegial.


Racismo e a vida com ela é

1ª cena -


Mairon está estudando em seu quarto
Josefa sua mãe entra no quarto


JOSEFA: -Menino eu num já te disse que esse livros não vão te levar a lugar nenhum?! Você tem que ir trabalhar pra sustentar a gente.
MAIRON: - Mas mãe, eu sonho em um dia poder fazer isso mesmo, porém para conseguir um bom trabalho, eu preciso de uma profissão que só os livros poderão me proporcionar.
JOSEFA: - Que mané livro?! Sai daqui então, não quero ver um marmanjo desse preguiçoso aqui em casa não.
MAIRON: - Vou fazer prova do ENEM, e vou conseguir.
JOSEFA: - Sua vó sempre me disse que quem sonha alto, acaba caindo. Nesse mundo de brancos, não tem lugar pra nos não!
MAIRON: - Vou te provar o contrario.


Mairon sai e Josefa encara seus livros.


2ª cena -


Chiclete e Peppa, dois traficantes do morro, estão vendo o movimento das pessoas.


CHICLETE: - Ei Peppa, olha aquele neguinho ali, todo apreçado, deve estar atrás de uma pedra.
PEPPA: -Verdade Chiclete, bora lá, vamos faturar um pouco, esse pretos daqui venderia a própria mãe por alguma pedrinha que fosse.


Os traficantes abordam Mairon


PEPPA; - Ei neguim, eu sei o que tu quer, me passa 100 pilas ai que fica tudo bem.
MAIRON: - Não senhor, não sou drogado não, vou fazer uma prova pras faculdades agora.


Os traficantes começam a rir


CHICLETE: - Até parece que um carvão como você passa
PEPPA: - Sua gente só serviu pra ser escravo mesmo


Mais risadas, Augusto jovem de família rica aparece.


AUGUSTO: - Peppa, Chiclete, deixem esse neguim pra lá, ele não teria dinheiro pra pagar vocês mesmo.
PEPPA: - Ola senhor Augusto, não tinha visto o senhor
CHICLETE: - Vai passando ceroto, achamos alguém que realmente vale nossa atenção.


Mairon sai rápido do local e só vê o jovem Augusto comprar muitas pedras de Crack.


3ª Cena -


Mairo chega na na escola que fará o ENEM e vê Augusto
AUGUSTO: - que isso engrachate, ta me perseguindo é? olha que eu chamo a policia
MAIRON: - Vim fazer minha prova senhor


Augusto ri


AUGUSTO: - Até parece que vale apena alguma faculdade aprovar um macaco como você.
MAIRON: - Farei o meu melhor senhor.
AUGUSTO: - Sente em um lugar bem distante de mim seu cara de asfalto


Entram


Mesaria 1: - Pois não querido, boa sorte Augusto
- Quanto a você, passe logo e não faça eu perder meu tempo


Mesaria 2: - IIIIh, acho que esse ai só passa se for pelas cotas


4ª Cena -


Augusto e seu pai conversam


AUGUSTO: - Soube que aquele negrinho q te falei passou no ENEM, roubou minha vaga só por ter aquele cota de negros imundos.
PAI: - Não se preocupe meu filho, pagarei uma boa propina pro reitor da universidade, já te disse sua vaga esta garantida desdas ultimas eleições em que me candidatei.
AUGUSTO: - Eu sei pai, mas aquele mulato vai pagar por isso assim mesmo
PAI: - Faça como preferir meu filho.


5ª Cena -


MAIRON - Não te falei mãe como iria conseguir
JOSEFA: - Não estou nem acreditando
BRITINEY: - Vamos amor, vamos comemorar em algum barzinho do morro
JOSEFA: - Podem ir, você merece


6ª Cena -


Mairon e Britiney estão andando quando dois caras encapulzados, os abordam e começam a espancar Mairon
Britiney tenta gritar mas um deles a joga na calçada e a deixa desacordada


AUGUSTO: Ta vendo seu marginalzinho o que acontece com quem se mete comigo, se tu aparecer na universidade, será bem pior pra você. Agora deixem ele sentir a sua mediocridade.


7ª Cena -


JOSEFA: - Meu filho já faz muito tempo que você esta enfurnado aqui em casa, não vai pra faculdade e nem seus livros você não pega mais.
MAIRON: - Você tinha razão mãe, nesse mundo de brancos, um negro como eu nem tem lugar
BRITINEY: - Você ta errado Mairon, sabe muito bem que hoje não é mais assim
MAIRON: - É sim, você não vê o que me houve, por usar os meus direitos, mesmo tendo conseguido uma pontuação alta a cor da minha pele é tudo que importa para a sociedade.
BRITINEY: - Eu te garanto que você se sentira bem melhor depois que te falar o que aconteceu.
JOSEFA: - O que houve?
BRITINEY: - Conheci uma agente da policia militar que estava investigando o caso do Chiclete e do Peppa, contei sua história e ela esta disposta a ajudar.
MAIRON: - Me conte mais.


8ª Cena -


Agente da PF: - Então, você entendeu o plano, basta você ir à faculdade com essa esculta, e agir naturalmente, caso haja algum delito, terei provas para prender o responsável.
MAIRON: - Tudo bem.


9ª Cena -


Mairon chega na faculdade, Augusto esta sentando atrás dele.


AUGUSTO: - O que faz aqui? eu te avisei, agora você irá sofrer
PROFESSORA: - Silencio ai atrás
AUGUSTO: - É esse novato professora
PROFESSORA: - E quem é você? outro cotista, certo? já estou farta de gente como você, não tem inteligencia e nenhum adereço proveitoso para a sociedade, só esta aqui porque o governo tentar fingir que existe igualdade.


A classe inteira começa a rir


PROFESSORA: - Sugiro que vá embora, pois na minha matéria, você já esta reprovado


Mairon sai chorando da sala, logo seguido por uma garota


PROFESSORA: - Onde você vai Milena?
MILENA: - Isso foi muito injusto professora


10ª Cena -


Milena encontra Mairon sentado no banco do refeitório


MILENA: - Oi, meu nome é milena, eu vi o que a professora fez e achei muito injusto, conheço caras que entraram pelas cotas e realmente eram como a professora disse, perda de tempo, mas cada caso é um caso, e sei que se deve olhar a pessoa por seu caracter e não por sua cor de pele se precisar de algo é só avisar viu?!
MAIRON: - Obrigado, mas sei que logo tudo vai ficar bem
MILENA: - Assim espero, quer carona até sua casa depois da aula?
MAIRON: - Claro muito obrigado


11ª Cena -


Mairon chega e recebe a noticia que sua mãe foi violentada e no caminho do hospital é abordado por Augusto e seus capangas


AUGUSTO: - Não te falei que as coisas iriam piorar se eu voltasse a ver essa sua cara preta
MAIRON: - Ela não tinha nada a ver com isso seu branquelo de merda
AUGUSTO: - Repeti isso! Ataquem ele!


A agente da PF aparece com outros policiais


AGENTE: - Augusto, Chiclete e Peppa vocês estão presos, tem o direito de permanecerem caldos, tudo que disserem pode e será usado contra vocês no tribunal.


12ª Cena -


Já no hospital


JOSEFA: - no fim tudo acabou bem
AGENTE: - Sua professora também foi presa e uma nova investigação esta sendo feita na universidade em busca de preconceitos.
MAIRON: - Eu sei que eles estavam errados, mas acho que se essas cotas se relacionassem com a renda e não com a raça, haveria menos segregações, se um dia eu for o primeiro presidente negro brasileiro, irei mudar isso
MILENA: - É falho realmente, mas deve existir, a mudança de cotas raciais para sociais, de fato iria melhorar, acho que votaria em você Mairon
BRITINEY: - Meu presidente (todas riem)

3 comentários:

  1. legal é realidade
    todo dia é mais alguém na lista do racista.
    #amizadecinza

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  2. Se tivesse quotas só para pobres e não para pretos, tenham a certeza de que só conseguiriam os pobres brancos. Ou melhor, que pensam serem brancos. Sou mistura de raças, com a negra, inclusive.

    Outra coisa, na fala da moça aqui no final, dizendo que tem alguns cotistas que não mereciam, não deveria existir, porque assim como tem cotista que não é responsável, tem tb os não cotistas dessa forma. No mais, bacana. Mas, atente para estes detalhes, porque termina por não combater o preconceito como um todo.
    Boa sorte!

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  3. mt legal isso eu vou apresentar sobre isso na escola obg por ter ajudado

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